Entenda quando o sangramento nasal é preocupante
Sangramentos nasais, conhecidos como epistaxe, são situações comuns que geralmente não indicam problemas sérios. Esse fenômeno está frequentemente ligado a fatores como ressecamento da mucosa nasal, resfriados, rinite, sinusite ou pequenos traumas. Contudo, episódios recorrentes, intensos ou que não cessam em poucos minutos devem ser avaliados por um médico.
As crianças com idades entre 2 e 10 anos são particularmente suscetíveis a esse tipo de sangramento, devido à fragilidade da mucosa nasal e ao hábito de inserir os dedos no nariz, que pode causar lesões e romper vasos sanguíneos. Os idosos também correm maior risco, em parte pela fragilidade dos vasos sanguíneos e pelo uso de medicamentos anticoagulantes e anti-inflamatórios, que podem aumentar a predisposição a sangramentos.
Como agir durante um sangramento nasal
Na maioria das vezes, o sangramento é isolado e tende a parar por conta própria. Durante o episódio, é recomendado que a pessoa se sente e incline levemente a cabeça para a frente, ao contrário do que muitos pensam. Essa posição evita que o sangue escorra para a garganta, o que pode causar desconforto.
O médico Luciano Gregório, da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), sugere que a pessoa comprima a parte mole do nariz com os dedos por cerca de 3 a 5 minutos. Além disso, é aconselhável usar algodão nas narinas e aplicar uma compressa fria sobre o nariz, evitando assoar com força nas horas seguintes.
Manter a mucosa nasal e o ambiente com umidade adequada pode ajudar a prevenir novos episódios, especialmente em climas secos. Caso o sangramento persista por mais de 15 a 30 minutos, é fundamental buscar atendimento médico. A consulta é ainda mais importante quando os episódios são frequentes, intensos ou acompanhados de outros sintomas, como manchas roxas pelo corpo ou sangramentos em outras áreas.
O otorrinolaringologista pode determinar se o sangramento é anterior ou posterior. A epistaxe anterior é a mais comum, representando cerca de 90% dos casos, e geralmente é mais fácil de tratar. Se necessário, o médico pode realizar cauterização química ou prescrever pomadas para manter a mucosa hidratada.
Por outro lado, a epistaxe posterior é menos comum, mas tende a ser mais grave, podendo resultar em perda significativa de sangue e exigir intervenção cirúrgica. Mesmo que não haja emergência, episódios repetidos de sangramento nasal devem ser investigados, pois podem estar associados a problemas como rinite alérgica, sinusite crônica ou até mesmo distúrbios de coagulação.
Com informações de Tribuna de Minas.