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Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Lula perde apoio nas áreas mais pobres de Juiz de Fora

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Juiz de Fora - MG
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

A vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio no primeiro turno da eleição presidencial de 2026 em Juiz de Fora diminuiu, especialmente nas regiões de menor renda. O levantamento realizado pela Folha JF analisou dados de 189 locais de votação e cruzou essas informações com dados de renda do Censo Demográfico de 2022. No geral, Lula obteve 49,6% dos votos válidos, enquanto Flávio registrou 41,5%.

O estudo revelou que, embora Lula ainda mantenha a liderança em todas as faixas de renda, sua maior perda de apoio ocorreu nas áreas mais pobres. Nos locais onde a renda média é de até dois salários mínimos, o petista conquistou 52% dos votos válidos, enquanto Flávio ficou com 39,5%, uma diferença de 12,5 pontos percentuais. No entanto, nas áreas com renda acima de cinco salários mínimos, essa diferença caiu para apenas 0,8 ponto, com Lula alcançando 45,7% e Flávio, 44,9%.

Queda de apoio nas áreas de baixa renda

A comparação entre as eleições de 2022 e 2026 mostrou que, nos 20% de locais com menor renda, Lula viu sua porcentagem de votos cair de 58,5% para 53,9%, uma redução de 4,6 pontos percentuais. Em contrapartida, Flávio avançou 4,1 pontos em relação ao desempenho de Jair Bolsonaro em 2022. Nos locais mais ricos, Lula permaneceu estável, com uma leve queda de 0,2 ponto, enquanto Flávio teve um aumento de dois pontos.

Além disso, 17 locais de votação que em 2022 haviam dado vitória a Lula, agora registraram maioria para Flávio em 2026. Exemplos notáveis incluem a Univertix, onde a votação passou de 49,8% para Lula em 2022 para 49,5% para Flávio em 2026. Outras mudanças ocorreram em escolas como a Estadual Clemente Mariani e a Municipal Áurea Bicalho, onde Flávio também superou Lula.

Na disputa pelo governo de Minas, a relação entre renda e voto apresentou uma dinâmica diferente. Cleitinho teve melhor desempenho nas áreas de menor renda, enquanto Patrus avançou nas regiões de renda mais alta. Os votos brancos e nulos também mostraram uma tendência de diminuição nas áreas mais ricas, caindo de 6,6% para 2,6% conforme a renda aumentava.

O levantamento considerou a renda média dos responsáveis pelos domicílios em um raio de até 500 metros de cada local de votação, utilizando dados do TSE e do IBGE. Essa análise permite entender a relação entre a renda dos eleitores e suas escolhas nas urnas.


Com informações de Folha JF.

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