Produtividade de milho no Vale do Jequitinhonha cresce 220%
A busca por inovação e aumento na produção levou o agricultor Adevaldo Lopes dos Santos a transformar seu cultivo de milho em uma área de 1 hectare no sítio Córrego Escuro, na divisa entre Setubinha e Novo Cruzeiro. Após 25 anos seguindo técnicas tradicionais, ele decidiu buscar a assistência da Emater-MG para aprimorar seu manejo. Adevaldo relata que as mudanças implementadas resultaram em uma produção atual de 10.795 kg, o que representa um aumento impressionante de 220% em comparação ao que obtinha anteriormente.
De acordo com Joel Lima da Fonseca, extensionista da Emater-MG, as melhorias na propriedade foram fruto da adoção de boas práticas agrícolas. Entre as principais técnicas estão a escolha de sementes de qualidade, o preparo adequado do solo, o espaçamento correto, além da capina e adubação. Essas ações não apenas aumentaram a produtividade, mas também melhoraram a qualidade dos grãos, tornando a produção mais competitiva.
Reconhecimento e incentivo para outros produtores
Além do crescimento na produção, Adevaldo conquistou o primeiro lugar no 1º Concurso de Produtividade do Milho, realizado em abril na comunidade Palmeiras do Vale. O sucesso dele serve como um estímulo para que outros agricultores busquem novas técnicas de cultivo, aumentando a competitividade local. A produção de milho, que atende tanto à alimentação animal quanto ao mercado local, é uma tradição na região, mas a quantidade ainda é insuficiente para satisfazer a demanda.
Os desafios enfrentados pelos produtores incluem a concorrência com milho de outras regiões, que pode encarecer a comercialização, além da queda nos preços do mercado. Para ajudar os agricultores, a prefeitura tem disponibilizado máquinas e implementos agrícolas. A Emater-MG também orienta sobre o momento ideal para o preparo do solo e controle de pragas, embora na propriedade de Adevaldo não tenham sido encontradas ocorrências.
Adevaldo, que também cultiva café, abóbora e feijão, conta com o apoio da família e já pensa na sucessão familiar. Ele expressa satisfação ao ver seus três filhos envolvidos na roça, acreditando que eles poderão aplicar as novas técnicas aprendidas e continuar a tradição familiar. “A gente não é formado, mas pode contar com a Emater para nos auxiliar”, destaca o agricultor.
Com informações da Agência Minas. Foto: Joel Lima da Fonseca.