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Sábado, 17 de outubro de 2026

Minas Gerais registra 33 casos de febre amarela em macacos

Por Redação Segue Dicas 3 min de leitura
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Saúde
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

Em 2026, Minas Gerais confirmou 33 casos de febre amarela em primatas não humanos, conforme informações da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Até o momento, não há registros de casos da doença em humanos no estado, embora 69 suspeitas tenham sido notificadas. O número total de epizootias, que são mortes ou adoecimentos de macacos, chegou a 632, com 33 delas testando positivo para o vírus.

Com a proximidade do período em que a febre amarela costuma ser mais comum, que vai de dezembro a maio, a SES-MG intensificou os alertas sobre a importância da vacinação. Atualmente, a cobertura vacinal contra a doença em Minas Gerais está em 87,50%, um aumento em relação aos 84,91% registrados em 2025, mas ainda abaixo da meta de 95% estipulada pelo Ministério da Saúde.

Importância da Vacinação e Recomendações

Eduardo Prosdocimi, subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, enfatizou que a vacinação é a ferramenta mais eficaz para prevenir casos graves e mortes relacionadas à febre amarela. A vacina está disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde e nos vacimóveis.

Conforme as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a vacinação é recomendada para diferentes grupos. Crianças de 9 meses devem receber a primeira dose, enquanto aquelas com 4 anos devem tomar uma dose de reforço. Adultos entre 5 e 59 anos que não têm comprovação de vacinação devem se vacinar, assim como aqueles que receberam uma dose antes dos 5 anos, que precisam de reforço. Para pessoas acima de 60 anos, a avaliação deve ser feita pelo serviço de saúde.

A febre amarela, uma doença viral aguda, pode causar complicações severas e até a morte, sendo transmitida pela picada de mosquitos infectados. No Brasil, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes são os principais transmissores no ciclo silvestre, enquanto o Aedes aegypti é responsável pelo ciclo urbano. É importante ressaltar que a doença não se espalha diretamente entre humanos.

A SES-MG também recomenda o uso de repelentes e o uso de roupas apropriadas, como mangas longas e calçados fechados, especialmente em áreas de mata. Além disso, a população deve comunicar a presença de macacos doentes ou mortos às autoridades sanitárias, pois esses animais ajudam a monitorar a circulação do vírus.

Com a chegada dos meses críticos para a febre amarela, o Governo de Minas ressalta a necessidade da atualização do cartão de vacinação como medida essencial para prevenir novos casos da enfermidade.


Com informações de Folha JF.

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