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Sábado, 17 de outubro de 2026

Meta admite falhas em campanha de Lula e nega favorecimento a Bolsonaro

Por Redação Segue Dicas 3 min de leitura
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Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

A Meta, empresa responsável pelas plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp, reconheceu na sexta-feira (16) que problemas técnicos no impulsionamento de anúncios impactaram a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar disso, a companhia negou qualquer tipo de interferência política nas eleições brasileiras de 2026, afirmando que as falhas foram solucionadas.

A empresa informou que a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também enfrentou dificuldades semelhantes. No mesmo dia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou, por unanimidade, uma decisão que proíbe a Meta de restringir o alcance de conteúdos políticos relacionados aos candidatos à Presidência, estabelecendo uma multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento. Essa medida atende parcialmente a um pedido da coligação de Lula.

Incidentes técnicos e alegações de favorecimento

Em nota, a Meta comunicou que os problemas afetaram campanhas de diversos espectros políticos e rejeitou as acusações de favorecimento. “Hoje, compartilhamos informações sobre incidentes técnicos recentes que afetaram campanhas de diferentes posições do espectro político nas eleições brasileiras de 2026. A Meta não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição, e são falsas e infundadas as alegações de que estamos favorecendo ou interferindo em nome de qualquer candidato ou grupo político”, declarou a empresa.

Conforme reportagem da Folha de S.Paulo, mensagens internas revelaram que a campanha de Lula teve limitações no Instagram, enquanto a de Flávio Bolsonaro não sofreu as mesmas restrições. No dia 9 de outubro, o candidato do PT ficou impedido de impulsionar publicações por quase 24 horas. A Meta reconheceu a falha, mas atribuiu a interrupção a um problema global no Gerenciador de Anúncios, sem relação com campanhas políticas específicas.

A Meta explicou que a falha foi causada por uma atualização de código e afetou milhares de anunciantes em vários países. A situação foi normalizada nas primeiras horas de 10 de outubro, após a reversão da atualização. Os anúncios em veiculação, incluindo os de Lula, não foram prejudicados.

Outra polêmica ocorreu na quarta-feira (14), quando a Meta foi acusada de impedir a geração de imagens eleitorais de Lula através de sua ferramenta de inteligência artificial, enquanto permitia a criação de conteúdos semelhantes para Flávio Bolsonaro. O PT apresentou uma ação contra a empresa no TSE, que afirmou que a diferença se deveu a uma falha na ferramenta, a qual foi corrigida no mesmo dia.

Além de proibir restrições ao alcance de conteúdos políticos, a decisão do TSE também determina que a Meta não favoreça candidatos com seu serviço de inteligência artificial e proíbe anúncios políticos pagos por contas estrangeiras. A determinação atende parcialmente à ação da coligação de Lula, mas não prevê punições por irregularidades anteriores à apresentação da ação.


Com informações de Tribuna de Minas.

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