Yuri Fófano analisa experiência como vereador em Juiz de Fora
Yuri Fófano, advogado e membro do PSD, ingressou na política de Juiz de Fora durante o período eleitoral de 2026, mesmo sem ter concorrido às eleições. Ele assumiu a vaga do vereador Tiago Bonecão, que se licenciou para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, e exerceu o cargo por 42 dias na Câmara Municipal. Após retornar à Superintendência da Casa Legislativa, Fófano compartilhou suas impressões sobre essa experiência em uma entrevista à Tribuna de Minas.
Na conversa, realizada na última quinta-feira (15), o ex-vereador comentou sua posição nas eleições presidenciais e sua avaliação sobre a administração da prefeita Margarida Salomão, a quem apoiou em 2024. Fófano, que se diz crítico independente, expressou descontentamento com a gestão atual e destacou a importância do respeito à independência entre os poderes Executivo e Legislativo.
Reflexões sobre o mandato e remuneração
Durante sua breve passagem pela Câmara, Fófano teve uma produção legislativa focada em três propostas e comentou sobre a remuneração recebida, que totalizou cerca de R$ 20 mil líquidos, considerando também o 13º proporcional. Ele criticou o planejamento municipal para desastres, embora suas observações diverjam de informações contidas no Plano de Contingência 2025-2026 que ele mesmo apresentou à reportagem.
Questionado sobre suas escolhas eleitorais para o segundo turno, Fófano revelou que está indeciso entre Flávio Bolsonaro e o voto em branco. Ele enfatizou que sua decisão não se baseia apenas em perfis políticos, mas em políticas públicas que realmente impactam a sociedade. Afirmou ter dúvidas sobre ambos os candidatos, ressaltando que, apesar de já ter votado no PT, atualmente não concorda com a condução política do partido, especialmente em nível municipal.
Fófano também abordou a questão da concentração de poder e a possibilidade de mudanças na Constituição, lembrando que alterações dependem do Congresso Nacional. Ele defendeu a importância de seguir o rito constitucional para qualquer modificação e reiterou sua posição como um político de centro-direita, que acredita em programas sociais, mas critica a forma como são implementados.
Com informações de Tribuna de Minas.