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Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Cachaça mineira busca expansão no mercado internacional

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Economia
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

A cachaça de alambique brasileira tem conquistado espaço no comércio internacional, mas ainda enfrenta barreiras significativas para aumentar suas exportações. Em 2025, o volume exportado cresceu 19,4% em comparação a 2024, conforme dados do Anuário da Cachaça. Apesar desse avanço, os produtores, especialmente em Minas Gerais, precisam superar desafios para transformar a qualidade e a tradição do produto em oportunidades reais de negócio.

Para que a cachaça mineira se destaque no exterior, é necessário um planejamento cuidadoso, uma gestão eficiente e a adequação às normas internacionais. Programas como a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) e o agroBR têm sido fundamentais nesse processo, oferecendo suporte para que os empreendimentos melhorem sua gestão e se preparem para o mercado global.

Desafios e oportunidades para a cachaça de alambique

A produção de cachaça de alambique possui características únicas e uma identidade cultural que podem se tornar diferenciais competitivos. Contudo, para que essas qualidades se convertam em resultados comerciais, os produtores precisam organizar sua produção de maneira eficiente. Nathália Rabelo, analista de agronegócio, destaca que a regularização, padronização e controle de qualidade são essenciais para que os produtos atendam às exigências dos consumidores internacionais.

Um exemplo é a Cachaça Padre Doutor, produzida em Córrego Fundo, Minas Gerais, que se destacou entre os cinco melhores do Prêmio CNA Brasil Artesanal. Mírian Carolina Silva, responsável pela produção, ressalta que a superação de barreiras comerciais exige estratégias mais robustas e uma maior união entre os produtores para viabilizar a exportação.

O programa agroBR, por sua vez, foca na identificação de mercados promissores e na elaboração de estratégias de comercialização que se alinhem ao perfil dos produtos. Tatiana Barros, consultora do programa, enfatiza que o desafio é encontrar consumidores que reconheçam e valorizem as particularidades da cachaça mineira.

Embora o crescimento das exportações em 2025 seja um sinal positivo, os desafios para os produtores de cachaça de alambique persistem. A regularização, a padronização, o controle de qualidade e o acesso a canais de comercialização são fundamentais para que a cachaça mineira amplie sua presença no mercado internacional, unindo tradição e qualidade a condições comerciais viáveis.


Com informações de Tribuna de Minas.

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