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Sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Durigan planeja discutir fiscal com Lula após COP31

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Governo de Minas Gerais
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta quinta-feira (5) que, após a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participará da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31) na Turquia e compromissos nas Filipinas, discutirão medidas para a agenda fiscal do governo. Esta conversa está prevista para ocorrer após o retorno de Lula, que deve voltar ao Brasil em 15 de novembro.

A declaração de Durigan foi feita após uma reunião no Palácio da Alvorada, em Brasília, onde se encontrou com ministros, ex-ministros e economistas para avaliar o cenário econômico brasileiro e identificar os principais desafios a serem enfrentados nos próximos anos. Embora tenham debatido a situação das contas públicas, não foram definidas medidas concretas de ajuste fiscal durante o encontro.

Desafios e propostas para o futuro

O ministro destacou que a discussão foi produtiva em termos de diagnóstico econômico, ressaltando os desafios relacionados à taxa de juros e ao cenário internacional. “Foi uma reunião boa, convergente em termos de diagnóstico”, afirmou Durigan, que também mencionou que ele e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, trabalharão em propostas a serem apresentadas ao presidente Lula após sua viagem.

Além disso, Durigan se comprometeu a definir uma agenda de desenvolvimento que priorize diferentes setores da economia, sempre mantendo um compromisso com a responsabilidade fiscal e a busca por superávits nos próximos anos. “Vou definir a agenda de desenvolvimento, estabelecer quais são as prioridades em quais setores”, disse o ministro.

A reunião no Palácio da Alvorada foi apenas o início de um ciclo de conversas ampliadas sobre a conjuntura econômica. Durigan ressaltou que o governo continuará ouvindo diferentes setores e que as propostas a serem desenvolvidas buscarão preservar os compromissos sociais do governo.

O encontro contou com a presença de várias figuras importantes, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin, a ministra da Casa Civil Miriam Belchior e outros economistas. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi convidado, mas não pôde comparecer devido ao período de silêncio do Comitê de Política Monetária (Copom).

As discussões sobre o ajuste fiscal ocorrem em um cenário de aumento da dívida pública, que, segundo dados do Banco Central, alcançou 82,9% do PIB em setembro. O governo se prepara para apresentar propostas que visem equilibrar as contas públicas e garantir o cumprimento das metas fiscais a partir de janeiro de 2027.


Com informações de Agência Brasil.

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