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Domingo, 8 de novembro de 2026

Empresária de Ubá se retrata após ação do MPT por discriminação

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

A empresária Anne Abreu Nascimento, residente em Ubá, na Zona da Mata mineira, publicou uma nota de esclarecimento em seu Instagram, conforme determinação da Justiça do Trabalho. Essa medida surgiu a partir de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que questiona a conduta da empresária em vídeos nos quais ela supostamente incentiva demissões com base em posições políticas dos trabalhadores.

A ação, registrada sob o número 0012028-43.2026.5.03.0078, foi iniciada em 30 de outubro. O MPT não apenas busca impedir práticas discriminatórias, mas também solicita que Anne pague R$ 300 mil por danos morais coletivos, embora essa quantia ainda não represente uma condenação final, já que o processo não foi julgado.

Conteúdo da Nota de Esclarecimento

Em sua publicação no perfil @anneaabreu, Anne reproduziu o texto determinado pela Justiça, afirmando que “todo trabalhador possui assegurado o direito fundamental à livre manifestação e escolha política, sendo terminantemente proibida a adoção de condutas discriminatórias ou de retaliação laboral por motivos político-partidários.”

A ação do MPT foi motivada por vídeos postados em 26 de outubro de 2026, logo após as eleições presidenciais. Neles, a empresária expressou descontentamento com os resultados e sugeriu que empresários demitissem ou não contratassem pessoas com opiniões políticas divergentes.

Essas declarações, segundo o MPT, poderiam incentivar a discriminação política no ambiente de trabalho, prejudicando o direito dos trabalhadores de expressar suas opiniões e escolher livremente seus candidatos. Antes de levar o caso à Justiça, o MPT havia emitido uma recomendação para que Anne cessasse as manifestações e fizesse um esclarecimento.

O juiz plantonista Afrânio Rodrigues de Amorim Abras concedeu uma liminar em 31 de outubro, que proíbe a empresária de incentivar demissões ou retaliações baseadas em convicções políticas. Além disso, a Justiça determinou que as publicações que promoviam discriminação fossem retiradas em até dez horas.

Apesar da nota de esclarecimento, a ação civil pública segue em andamento na Vara do Trabalho de Ubá, com uma audiência de conciliação agendada para terça-feira, 10 de novembro, às 15h10, por videoconferência. O pedido de indenização de R$ 300 mil ainda será avaliado pela Justiça.


Com informações de Folha JF.

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