Economia

Brasil registra 145.161 novos empregos em junho de 2023

No mês de junho de 2023, o Brasil apresentou um saldo positivo de 145.161 novas vagas de trabalho com carteira assinada, conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta quarta-feira (29). Esse resultado é fruto de 2.220.131 contratações e 2.074.970 demissões.

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) serve como um indicador para medir a balança entre as contratações e os desligamentos. O estoque de empregos totais em junho alcançou a marca de 48.032.308, apresentando uma variação de 0,30% em relação ao mês anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo de novos postos de trabalho soma 942.854.

Setores e Regiões com Maior Geração de Empregos

Todos os principais setores mostraram crescimento em junho. O setor de Serviços foi o que mais se destacou, com a adição de 74.514 postos de trabalho. A Agropecuária criou 22.898 vagas, seguida pelo Comércio, que registrou 19.177 novas contratações, e a Indústria, com 4.438 postos. A Construção Civil fechou com 14.136 novas vagas.

A região Sudeste foi a líder na criação de empregos, somando 70.383 novas posições, um aumento de 0,29% em relação a maio. O Nordeste contribuiu com 34.433 vagas, enquanto o Centro-Oeste adicionou 19.617. As regiões Sul e Norte geraram, respectivamente, 10.453 e 9.633 novos postos de trabalho.

Na análise estadual, São Paulo foi o que mais gerou empregos, com 34.981 vagas, seguido por Minas Gerais (20.805) e Rio de Janeiro (16.856). Em contrapartida, os estados do Espírito Santo e Tocantins apresentaram saldos negativos, perdendo 2.259 e 135 vagas, respectivamente.

O salário médio real de admissão em junho ficou em R$ 2.404,34, um aumento de R$ 16,90 em comparação ao mês anterior. O perfil dos empregados aponta para uma participação significativa dos jovens, com 100.597 vagas ocupadas por pessoas de 18 a 24 anos.

Embora os números sejam positivos, a comparação com o ano anterior mostra uma queda no ritmo de criação de empregos. Em junho de 2022, foram geradas 161.999 novas vagas. O ministro Luiz Marinho atribui essa desaceleração à política de juros do Banco Central, que limita o crescimento econômico. Porém, ele considera os resultados atuais um reflexo das condições difíceis do mercado global e das tensões relacionadas ao comércio internacional.


Com informações de Agência Brasil.

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