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Sexta-feira, 6 de novembro de 2026

CNPE forma grupo para desenvolver estratégia de eletromobilidade

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Governo de Minas Gerais
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

A crescente adoção de veículos elétricos e híbridos no Brasil motivou o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) a criar um grupo de trabalho dedicado à elaboração da Estratégia Nacional de Eletromobilidade. O grupo será coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e terá como objetivo reunir subsídios técnicos e propostas para guiar a expansão desse setor em ascensão.

Entre os principais tópicos a serem discutidos estão a infraestrutura de recarga, os impactos da eletromobilidade no sistema elétrico, a cadeia de produção de baterias, questões ambientais e mobilidade urbana. O grupo deverá avaliar a expansão da rede de carregamento, a sustentabilidade dos minerais utilizados em baterias e as consequências do aumento da frota de veículos eletrificados sobre a demanda de energia.

Prazo e Expectativas

O prazo para a elaboração de um diagnóstico sobre a eletromobilidade no país é de 120 dias, podendo ser prorrogado por mais 120 dias. Ao final do trabalho, será apresentado um relatório ao CNPE com as propostas para a estratégia nacional.

A criação desse grupo de trabalho surge em um momento em que as vendas de veículos eletrificados estão em alta. De acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), entre janeiro e setembro de 2026, foram emplacados 381,6 mil veículos leves elétricos ou híbridos, um aumento de quase 70% em relação ao total do ano anterior.

Dentre esses, 303,4 mil unidades são veículos que necessitam de recarga na rede elétrica, como os totalmente elétricos e híbridos plug-in, que juntos representam cerca de 80% do mercado de eletrificados. Em setembro, esses veículos corresponderam a 19,8% das vendas de automóveis leves no Brasil.

O MME aponta que o crescimento do setor está alinhado com as diretrizes do Plano Nacional de Energia (PNE) 2055, que prevê um aumento na participação da eletricidade nos transportes e uma maior demanda por minerais estratégicos usados na produção de baterias. Essa tendência também demanda investimentos em infraestrutura de recarga e na modernização das redes de distribuição de energia.


Com informações de Agência Brasil.

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