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Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Demolições em Juiz de Fora avançam sem soluções habitacionais

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

Fernanda Garcia, mãe de três filhos, viveu um momento trágico em 23 de fevereiro, quando deslizamentos de terra no Parque Burnier, em Juiz de Fora, resultaram na morte de 17 familiares. Oito meses após essa tragédia, ela enfrentou uma nova perda: a demolição de sua casa, condenada após as chuvas, antes mesmo de conseguir uma nova moradia pelo programa Compra Assistida.

A situação de Fernanda ilustra um dos principais desafios que as famílias afetadas pelas chuvas de fevereiro enfrentam. Muitas perderam suas casas antes de terem acesso a soluções habitacionais. Com o avanço das demolições em diversas áreas da cidade, ainda não há informações claras sobre quantas famílias conseguiram novas residências, quantas estão em imóveis alugados e quantas permanecem sem alternativas.

Avanço das demolições e falta de informações

Desde o início das chuvas, ao menos 96 imóveis foram demolidos em Juiz de Fora, sendo 64 apenas em outubro, segundo dados divulgados pela Prefeitura. Este número inclui ações de demolição que foram realizadas e anunciadas, mas não há confirmação sobre a conclusão de todos os serviços, nem um levantamento detalhado sobre a situação dos moradores que tiveram suas casas demolidas.

No Parque Burnier, onde Fernanda perdeu seus familiares, três imóveis foram demolidos na última semana. Outras demolições ocorreram nos bairros Solidariedade, Santa Rita de Cássia e Grajaú, todos afetados pelas chuvas. A casa de Fernanda estava entre as construções retiradas, enquanto ela ainda aguarda atendimento pelo programa Compra Assistida.

Em outubro, a Defesa Civil realizou 34 demolições, com a maior parte ocorrendo no bairro Solidariedade. Outras intervenções foram feitas em diferentes regiões, mas ainda não se sabe o total de construções efetivamente demolidas, já que a Prefeitura não divulgou um balanço consolidado.

Fernanda, que perdeu a casa e parte da comunidade onde cresceu, agora vive em um imóvel alugado no Bairro de Lourdes, enfrentando dificuldades financeiras. A única renda fixa da família é o Bolsa Família, que se tornou ainda mais crucial após a tragédia. Ela também recebeu um auxílio de R$ 7.300 do Governo Federal, mas a incerteza sobre quando terá uma casa própria persiste.


Com informações de Tribuna de Minas.

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