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Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Minas Gerais registra aumento de assédio eleitoral em 2026

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Saúde
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

As eleições de 2026 em Minas Gerais foram marcadas por um expressivo aumento nas denúncias de assédio eleitoral, com o estado ocupando a segunda posição em registros no Brasil. Até o final do segundo turno, em 25 de outubro, foram contabilizadas 212 denúncias, o que representa um crescimento de cerca de 93% em comparação com as 110 ocorrências registradas no primeiro turno.

Em âmbito nacional, o Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu um total de 1.939 denúncias durante o período eleitoral, sendo 946 delas entre os dois turnos. Entre os casos destacados, estão publicações de duas deputadas estaduais eleitas pelo Partido Liberal (PL) que sugeriram demissões de trabalhadores que apoiaram o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva.

Assédio eleitoral e suas implicações

O assédio eleitoral é caracterizado por pressões ou intimidações que visam influenciar o voto dos trabalhadores. Essa prática é considerada crime e viola o direito à liberdade de escolha do eleitor. O MPT atuou durante a campanha com equipes de plantão em todo o Brasil para lidar com ocorrências urgentes. No total, foram ajuizadas 59 ações civis públicas para combater o assédio, resultando em 52 decisões liminares e 53 Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), nos quais empregadores se comprometeram a respeitar as escolhas eleitorais de seus funcionários.

Entre os casos mais controversos, destaca-se a deputada Índia Armaleu, do Rio de Janeiro, que incentivou empresários a demitirem funcionários que expressassem apoio a Lula. Em suas postagens, ela afirmou que não fazia sentido manter empregados que “odeiam empresários”. No Paraná, a deputada Jéssica Ramos Moreno fez declarações semelhantes, sugerindo a demissão de funcionários que votaram no PT.

Outro caso notável envolveu o empresário Leandro Batista Nóbrega, que ofereceu uma viagem a eleitores em troca de não irem às urnas. A Justiça do Trabalho interveio e impediu a realização da oferta, estabelecendo uma multa de R$ 100 mil por trabalhador identificado nessa situação. Além disso, houve registros de restrições à saída de funcionários para votar, como ocorreu com a empresa Total Atacado na Bahia, que foi obrigada pela Justiça a garantir que seus empregados pudessem comparecer às urnas.


Com informações de Tribuna de Minas.

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