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Quinta-feira, 1 de outubro de 2026

TST julga dissídio coletivo da greve da Caixa nesta terça

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Economia
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) irá decidir nesta terça-feira (29) sobre o dissídio coletivo de greve que foi solicitado pela Caixa Econômica Federal contra seus trabalhadores, que estão paralisados desde 10 de setembro. O dissídio é um recurso judicial utilizado quando as partes não conseguem chegar a um acordo e uma delas pede a intervenção da Justiça.

Os funcionários do banco, representados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec), estão sem um acordo coletivo desde 31 de agosto. A situação atual é resultado de negociações que não avançaram, especialmente em relação ao novo modelo de custeio do plano Saúde Caixa.

Conflito nas negociações

No último sábado (26), os trabalhadores apresentaram uma defesa ao TST, afirmando que a greve é legítima e não deve ser considerada abusiva. Eles argumentam que a responsabilidade pelo impasse nas negociações não recai sobre os empregados e que questões cruciais, como o futuro do plano Saúde Caixa, não podem ser decididas unilateralmente pela Caixa.

Os empregados relataram que foram realizadas 13 rodadas de negociações, além de mediações com o Ministério Público do Trabalho (MPT), assembleias em todo o Brasil e comunicação prévia à Caixa e à sociedade. A situação se mostra complexa, com os trabalhadores buscando garantir seus direitos e a empresa tentando manter a normalidade dos serviços.

Em uma decisão recente, o ministro Mauricio Godinho Delgado, do TST, determinou que pelo menos 60% dos empregados da Caixa devam permanecer em atividade, seja de forma presencial ou remota, sob pena de multa diária de R$ 100 mil para o sindicato que descumprir a ordem. Essa decisão foi uma resposta parcial ao pedido da empresa, que pedia a manutenção de 80% do pessoal em atividade, citando a importância dos serviços essenciais que a Caixa oferece, como compensação bancária e pagamento de benefícios sociais.

Entretanto, o ministro negou o pedido da Caixa de proibir os trabalhadores de realizar qualquer atividade que dificultasse o acesso às agências, afirmando que a greve deve ser pacífica e não há evidências de que o movimento esteja sendo conduzido de maneira inadequada.


Com informações de Agência Brasil.

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