Brasil ativa Lei de Reciprocidade após tarifas dos EUA

A decisão do governo dos Estados Unidos de imponer tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, anunciada na última quarta-feira (15), gerou uma pronta resposta do Brasil. De acordo com o Palácio do Planalto, a Lei de Reciprocidade será acionada “imediatamente”. Essa legislação, sancionada em 11 de abril de 2025, foi uma reação a medidas comerciais adotadas na época pelo ex-presidente Donald Trump, que fomentou uma guerra comercial envolvendo vários países, incluindo o Brasil.
Contramedidas e Soberania
A Lei nº 15.122 estabelece mecanismos para suspensão de concessões comerciais em resposta a práticas unilaterais de outros países que prejudicam a competitividade econômica do Brasil. Isso significa que, se um país aplica medidas desfavoráveis ao Brasil, o governo pode impor taxas ou tributos, revogar isenções tarifárias ou restringir importações.
As contramedidas adotadas pelo Brasil devem ser equivalentes ao impacto econômico causado pela decisão do outro país. A soja e o ferro são apenas alguns exemplos que podem ser afetados por estas novas regras.
A legislação ressalta a importância da soberania, permitindo a suspensão de concessões comerciais a nações ou blocos que tentem interferir nas decisões brasileiras. Contudo, a lei também visa promover o diálogo diplomático, permitindo que as medidas retaliatórias sejam evitadas por meio de negociações.
Além disso, a Lei de Reciprocidade estipula que o Brasil pode retaliar países que adotem normas ambientais mais severas que as suas, caso essas normas comprometam sua competitividade. A legislação busca equilibrar as relações comerciais, levando em consideração o Código Florestal e os compromissos assumidos pelo Brasil no Acordo de Paris.
Com informações de Agência Brasil.


