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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Cresce o número de diagnósticos de câncer de mama em Minas

Por Redação Segue Dicas 3 min de leitura
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O Instituto Nacional do Câncer (Inca) projeta mais de 8 mil novos casos de câncer de mama em Minas Gerais entre 2026 e 2028, enquanto o total no Brasil deve ultrapassar 78 mil. Dados do Hospital Alberto Cavalcanti (HAC), vinculado à Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), revelam que, nos últimos três anos, 10.947 mulheres foram atendidas na instituição com diagnóstico da doença, resultando em quase mil internações. Destas, cerca de um terço eram mulheres com menos de 50 anos.

Estudos indicam que o número de óbitos por câncer de mama tem aumentado entre mulheres jovens, e mais da metade dos diagnósticos ocorre nos estágios três e quatro, os mais avançados. Larissa Aquino, coordenadora do Serviço de Mastologia do HAC, destaca que a detecção precoce da doença pode elevar as chances de cura para mais de 90%. Ela enfatiza a importância de consultas médicas regulares e do autocuidado, como a realização de mamografias, que ajudam a identificar a doença em estágios iniciais.

Desafios e Conscientização

O câncer de mama continua sendo o tipo mais comum e a principal causa de morte por câncer entre mulheres no Brasil. Por isso, iniciativas como o “Outubro Rosa” são essenciais para promover a conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce. Um relatório do Inca, publicado no início do ano, alerta que o câncer pode se tornar um dos maiores desafios de saúde pública no país, podendo até superar as mortes por doenças cardíacas no futuro.

Verônica Lage, uma mulher de 35 anos diagnosticada com câncer de mama, compartilha sua experiência. Mãe de uma criança de 8 anos, ela foi diagnosticada no final de janeiro de 2026, em um momento que deveria ser de realização pessoal e profissional. Apesar de não ter histórico familiar da doença, Verônica e sua mãe possuem uma mutação genética que as torna mais vulneráveis ao câncer.

Ao iniciar o tratamento, o tumor de Verônica media 9,8 cm, considerado grande. Após 16 sessões de quimioterapia, o tumor diminuiu para 1,5 cm, permitindo que apenas o mamilo fosse removido durante a mastectomia. Ela destaca a importância do acolhimento e do suporte emocional recebido pela equipe do HAC em sua jornada de tratamento.

A mastologista Larissa Aquino explica que a maioria dos casos de câncer de mama é de origem espontânea, com mais de 90% dos casos resultantes de defeitos no DNA. Fatores de risco, como hábitos de vida saudáveis, podem ajudar a reduzir a probabilidade de desenvolvimento da doença, especialmente em mulheres jovens.


Com informações da Agência Minas. Foto: Pedro Chagas.

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