Expectativas dos Servidores sobre Licitação do Plano de Saúde
A situação do Plano de Assistência à Saúde do Servidor em Juiz de Fora (PAS-JF) é motivo de preocupação para cerca de 10 mil usuários. A universitária Rafaela Lima, de 22 anos, expressa a frustração enfrentada por muitos, relatando dificuldades para agendar consultas e interrupções nos atendimentos nos últimos três anos. Sua família, que utiliza o plano desde 2003, acumula queixas em meio a uma dívida de R$ 24 milhões e um déficit mensal de aproximadamente R$ 1 milhão.
A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) aposta na nova licitação do plano como solução para restaurar a qualidade do serviço. A abertura das propostas ocorreu nesta quinta-feira (1º), e a análise está prevista para ser finalizada nesta sexta. O Valor Global de Referência (VGR) é de R$ 136.619.782,04 para o primeiro ano. O critério de julgamento será o maior desconto nas tabelas de acomodação.
Perspectivas dos Servidores
O edital estima uma base de 9.535 beneficiários, que inclui servidores ativos, aposentados, pensionistas e dependentes. O novo modelo de pagamento prevê que os servidores paguem diretamente à operadora, com uma coparticipação de 30% em consultas e exames. Aqueles que mudarem do antigo plano terão suas carências reconhecidas, enquanto os débitos do plano anterior permanecerão com a PJF.
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora (Sinserpu) observa que as opiniões estão divididas. Alguns usuários estão pessimistas quanto aos valores das mensalidades, enquanto outros mantêm otimismo em relação à nova regulamentação. O Sinserpu se alinha aos otimistas, ressaltando que a adesão à ANS (Agência Nacional de Saúde) pode garantir um atendimento melhor.
As experiências negativas do passado ainda geram desconfiança. Rafaela relata que teve que interromper seu tratamento psicológico devido à falta de repasse de valores pelo plano. Muitas famílias, como a dela, continuam pagando, mas enfrentam dificuldades para acessar os serviços. A jornalista Marise Baesso, servidora da Câmara Municipal, menciona que precisou contratar um segundo plano de saúde devido à falta de atendimento adequado pelo PAS-JF.
A nova regulamentação do plano, aprovada pela Câmara Municipal em julho, prevê um aumento significativo dos recursos destinados pelas mantenedoras, passando de R$ 400 mil para R$ 1,2 milhão por mês. Esse subsídio, conforme a PJF, visa a manutenção e melhoria dos serviços oferecidos aos servidores.
Com informações de Tribuna de Minas.