Estudo revela que investimento em minerais críticos pode ser lucrativo
Um estudo apresentado na Câmara dos Deputados destaca o potencial do Brasil na produção de minerais críticos, como lítio, terras raras e grafita. Minas Gerais, especialmente o Vale do Jequitinhonha, é apontado como uma região estratégica para o desenvolvimento desse setor. A pesquisa, realizada pela LCA Consultoria, revela que cada R$ 1 investido publicamente pode gerar entre R$ 20 a R$ 25 em impostos, considerando apenas a extração mineral.
O levantamento foi divulgado durante um seminário sobre a nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, estabelecida pela Lei 15.506. Os minerais em questão são essenciais para a transição energética e novas tecnologias, com o lítio sendo utilizado em baterias e as terras raras em ímãs e componentes de veículos elétricos.
Potencial do Vale do Jequitinhonha e propostas de desenvolvimento
A presidente da Associação de Minerais Críticos (AMC), Marisa Cesar, ressaltou a importância de aproveitar o potencial mineral brasileiro para atrair investimentos e criar novas cadeias produtivas. A PLS Brasil, por exemplo, está desenvolvendo um projeto de lítio em Salinas, região estratégica para o setor. Marisa enfatizou que, apesar de o Brasil ter uma geologia favorável, a concorrência internacional é um desafio.
Durante o evento, foi discutida a proposta de criar um polo do lítio no Vale do Jequitinhonha, que incluiria atividades de mineração, processamento industrial, universidades e empresas de tecnologia. Esse polo visa não apenas o desenvolvimento econômico, mas também a proteção ambiental e benefícios sociais para as comunidades locais.
A nova política busca estimular investimentos e ampliar a produção nacional, criando condições para transformar o potencial geológico do Brasil em oportunidades econômicas. Daniel Vieira, do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), apontou que a legislação proporciona instrumentos para atrair capital internacional e promover o desenvolvimento do setor.
Além disso, a expansão do setor mineral está atrelada à responsabilidade social e ambiental. O deputado Arnaldo Jardim destacou que os projetos que receberem apoio público deverão cumprir compromissos com as comunidades afetadas, garantindo que os benefícios econômicos alcancem esses territórios.
Por fim, o governo enfatiza a importância de desenvolver etapas industriais, como o refino e a fabricação de componentes tecnológicos, para agregar valor aos minerais e aumentar a participação do Brasil em cadeias produtivas voltadas para energia limpa e tecnologia de ponta.
Com informações de Tribuna de Minas.