Juiz de Fora enfrenta queda de 94% na geração de empregos

Juiz de Fora apresentou uma diminuição surpreendente de quase 94% na criação de empregos formais durante a primeira metade de 2023, em comparação com o mesmo período de 2022. Entre janeiro e junho deste ano, a cidade conseguiu adicionar apenas 379 postos de trabalho, resultantes de 37.426 admissões contra 37.047 demissões. Nos seis meses do ano anterior, foram 6.197 novas vagas, com 42.108 contratações e 35.911 desligamentos, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no final de julho.
Desempenho Setorial e Comparativo
O setor de Comércio foi o mais afetado, registrando um saldo negativo de 687 empregos. Em contraste, setores como Construção Civil e Serviços mostraram resultados positivos, com a criação de 703 e 445 vagas, respectivamente. No entanto, as áreas de Indústria e Agropecuária fecharam o período em baixa, somando perdas de 58 e 23 postos de trabalho.
Embora tenha apresentado algumas oscilações, o mês de março apresentou o melhor desempenho, com 735 novas vagas, enquanto junho terminou com apenas 77 postos criados. O cenário de queda em Juiz de Fora é mais severo do que o verificado em Minas Gerais, que teve uma redução de 27%, e no Brasil, com 25%. No total, a geração de empregos formais no país caiu de 1.229.272 para 921.645 no primeiro semestre.
A principal explicação para essa desaceleração é atribuída às chuvas e desastres climáticos que afetaram a cidade em fevereiro, complicando assim a mobilidade urbana e a recuperação econômica. De acordo com o professor Lourival Batista, da UFJF, Juiz de Fora precisa encontrar oportunidades de se reinventar em meio a um cenário em transformação.
Apesar dos desafios, o setor da Construção Civil parece promissor. Um aumento na demanda por imóveis devido ao retorno das atividades escolares pode gerar novas contratações. Além disso, a potencial queda na taxa Selic, somada à adesão ao programa Desenrola, poderia estimular o comércio local e, consequentemente, a geração de empregos, conforme análise do economista.
Com informações de Tribuna de Minas.
