Juiz de Fora

Roberta Lopes é obrigada a retirar posts antiesquerdistas

A Justiça do Trabalho determinou que a vereadora de Juiz de Fora, Roberta Lopes (PL), retire de suas redes sociais publicações em que afirmava que empresários não deveriam contratar pessoas de esquerda. A decisão foi expedida por meio de tutela de urgência e obriga a parlamentar também a publicar uma retratação formal em suas redes sociais. A medida ocorreu em resposta a uma Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) na 3ª Vara do Trabalho de Juiz de Fora.

A Justiça estabeleceu uma multa de R$ 10 mil por dia em caso de descumprimento, estabelecendo um limite inicial de 30 dias. Roberta Lopes tentou contestar essa decisão através de um mandado de segurança, porém o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3) negou os pedidos em decisão de 21 de agosto.

Justiça considera publicações como assédio eleitoral

A ação surgiu de postagens feitas pela vereadora em suas redes sociais em setembro de 2025, onde ela incentivava a não contratação de esquerdistas. Num dos posts, Roberta direcionou-se a empresários dizendo: “não contrate esquerdista!” e argumentou que a presença de ‘radicais de esquerda’ nas empresas poderia causar divisões e trazer riscos.

A defesa de Roberta alega que suas postagens estavam imersas em um debate público nacional e utilizava a hashtag #DemitaExtremistas. Antes de recorrer ao Judiciário, o MPT havia tentado estabelecer um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que não foi aceito pela vereadora.

A avaliação do MPT foi de que as postagens promoviam discriminação com base em convicções políticas e passando dos limites da liberdade de expressão, enquadrando a conduta como assédio eleitoral. A decisão judicial também enfatizou que a situação seria a mesma caso a legislação incentivasse empresários a não contratarem pessoas de direita.

Se descumprir as determinações, Roberta Lopes estará sujeita a sanções fiscais e é obrigada a promover a conscientização sobre a necessidade de respeitar a diversidade política no local de trabalho.

Roberta recorreu ao TRT pedindo a suspensão das medidas, alegando que o cumprimento das ordens judiciais anteriormente anunciadas representaria uma violação à sua honra e atuação política, especialmente por estar em campanha para uma vaga de deputada estadual em 2026.


Com informações de Folha JF.

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