Liberdade provisória para comerciante acusada de racismo
A Justiça de Juiz de Fora decidiu conceder liberdade provisória a uma mulher de 44 anos, acusada de injúria racial. A decisão foi tomada após a mulher ser levada à Penitenciária José Edson Cavaliere no último sábado, onde recebeu o alvará de soltura ainda no mesmo dia.
O juiz Thiago Brega de Assis avaliou que não havia provas suficientes para manter a prisão preventiva da comerciante. Ele ressaltou a necessidade de novas investigações para esclarecer a situação, incluindo a análise de imagens de câmeras de segurança do local.
Medidas cautelares e desdobramentos da investigação
A mulher deverá cumprir medidas cautelares, como comparecer aos atos do processo quando convocada e informar previamente sobre qualquer mudança de endereço. É importante ressaltar que a concessão da liberdade não implica em absolvição, pois a investigação prossegue.
Na última sexta-feira, a comerciante foi presa após ser acusada de racismo e lesão corporal contra clientes de sua loja, localizada na Avenida Getúlio Vargas. As vítimas relataram que, devido a um desentendimento comercial no dia anterior, a proprietária impediu a entrada delas, fazendo comentários discriminatórios sobre a condição socioeconômica das clientes.
Além disso, o boletim de ocorrência menciona que a mulher teria se referido às vítimas de forma pejorativa, chamando-as de “macaca” e imitando gestos do animal. Durante a prisão, a comerciante teria resistido, se jogando ao chão para dificultar a ação dos policiais, que precisaram usar algemas para contê-la.
A situação gerou agitação na população que acompanhava o ocorrido do lado de fora, com pessoas filmando a saída da mulher e sua entrada na viatura policial. Apesar da prisão em flagrante emitida pelo delegado, a Justiça decidiu pela liberdade provisória.
Com informações de Folha JF.