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Quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Campanhas eleitorais de 2026: a era das mídias sociais

Por Redação Segue Dicas 3 min de leitura
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Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

A campanha eleitoral de 2026 está marcada pela integração das mídias tradicionais e digitais. O conteúdo que vai ao ar no Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE) pode ser transformado em pequenos trechos para o Instagram, enquanto declarações feitas em debates ganham novas edições no TikTok. Especialistas destacam que a linha entre televisão e redes sociais está cada vez mais tênue. Luiz Ademir de Oliveira, professor da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), descreve o atual cenário como uma “campanha híbrida”, onde diferentes meios se interconectam.

De acordo com Oliveira, as campanhas mais bem estruturadas estão adaptando suas mensagens para diferentes plataformas e monitorando a reação do público através de comentários e engajamento. A circularidade de conteúdos gera novas narrativas, permitindo que material produzido para a TV seja utilizado nas redes sociais e vice-versa.

O candidato como influenciador digital

A evolução vai além do formato dos vídeos, abrangendo também a imagem que os candidatos desejam projetar. O uso de selfies, imagens de bastidores e memes cria uma impressão de proximidade e espontaneidade. Vinícius Borges, professor da PUC Minas, observa a ascensão da figura do “político-influenciador”, que precisa entender como funcionam as plataformas digitais para maximizar a circulação de seus conteúdos.

Esse novo modelo não busca apenas alcançar uma audiência maior, mas também estabelecer uma identificação com os eleitores. Candidatos como Ana Elisa (PT) e Nikolas Ferreira (PL) exemplificam essa tendência, utilizando suas comunidades digitais para arrecadar fundos. Em 22 de setembro, Ana Elisa havia conseguido R$ 125,5 mil via financiamento coletivo, enquanto Nikolas arrecadou R$ 116 mil.

A transformação na forma de consumir informação também impacta as campanhas. Iluska Coutinho, professora da UFJF, destaca que as campanhas estão adaptadas à velocidade com que o público consome conteúdo, o que exige novas abordagens para transmitir mensagens. A cultura da conexão faz com que os formatos de produção se entrelacem, permitindo que o conteúdo televisivo encontre espaço nas plataformas digitais e vice-versa.

No entanto, essa rápida adaptação traz desafios para o debate político. Temas importantes como saúde e educação necessitam de explicações mais profundas, que muitas vezes não cabem em vídeos curtos. Luiz Ademir alerta que a personalização da política e a efemeridade do conteúdo digital podem levar a um empobrecimento do debate. Vinícius Borges complementa que a lógica dos algoritmos favorece conteúdos que geram engajamento, o que pode resultar em discursos simplificados e polarizados.


Com informações de Tribuna de Minas.

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