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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Redução de votos nulos e abstenções em Juiz de Fora e região

Por Redação Segue Dicas 3 min de leitura
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Juiz de Fora - MG
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

A diminuição das abstenções e dos votos brancos e nulos foi uma característica marcante do segundo turno das eleições presidenciais em diversas cidades da região, incluindo Juiz de Fora. De acordo com a análise realizada pela Tribuna de Minas, cidades como Além Paraíba, Bicas, Cataguases, Ewbank da Câmara, Leopoldina, Muriaé, Santos Dumont, Ubá e Viçosa também apresentaram essa queda em comparação ao primeiro turno.

Especialistas entrevistados afirmam que a mobilização nas ruas e nas redes sociais, aliada a uma disputa eleitoral acirrada, influenciou o comportamento de muitos eleitores, levando-os a comparecer às urnas. O cientista social Franklin Soldati, com pós-doutorado em Cultura Política, acredita que essa mobilização pode ter incentivado eleitores que, em outras circunstâncias, optariam pela abstenção ou por votos nulos.

Mobilização e a importância do voto

Soldati menciona que o trabalho do deputado federal André Janones (Rede) pode ter sido um fator relevante nessa mudança, especialmente devido ao debate em torno de cortes orçamentários e seus possíveis impactos em programas sociais. Ele relaciona o aumento da participação ao medo de perder direitos, o que pode ter motivado até mesmo eleitores mais velhos e aqueles com dificuldades de saúde a se dirigirem às urnas.

Diogo Tourino, doutor em Ciência Política, havia previsto uma tendência de abstenção no segundo turno, mas agora acredita que o clima de competição acirrada alterou essa expectativa. Ele destaca que, quanto mais equilibrada a eleição, maior é a probabilidade de os eleitores comparecerem, pois sentem que cada voto pode influenciar o resultado final.

Além disso, Tourino observa que a mobilização foi além das estruturas partidárias, com a presença de manifestações espontâneas em várias cidades. Ele menciona cenas de mobilização, como idosos sendo auxiliados por netos para votar, como exemplos da vitalidade democrática que emergiu durante o período eleitoral.

Eduardo Salomão Condé, também cientista político, reforça que o caráter acirrado da disputa e o temor de perda de direitos contribuíram para o aumento da participação. Ele aponta que a campanha de Flávio Bolsonaro se concentrou em atacar o PT e Lula, o que, segundo ele, pode ter gerado um medo maior que o antipetismo, resultando em uma mobilização significativa entre diversos grupos da sociedade.

As redes sociais, que já desempenhavam um papel importante na mobilização eleitoral, foram novamente destacadas como ferramentas fundamentais para organizar e engajar os eleitores, contribuindo para a redução de votos nulos e abstenções no segundo turno.


Com informações de Tribuna de Minas.

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