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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Cemig e Senai são finalistas de prêmio da Unesco com projeto indígena

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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A Cemig, em colaboração com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), foi selecionada como uma das três finalistas do prêmio Unesco-Unevoc Global Awards for Innovation in TVET. Este reconhecimento internacional, que destaca iniciativas inovadoras em educação técnica e profissional, será divulgado no dia 2 de dezembro de 2026.

A indicação é fruto de um projeto desenvolvido em parceria com o povo Maxakali, além do apoio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, do Ministério Público Federal e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A proposta visa aumentar a segurança no uso da energia elétrica nas comunidades indígenas, respeitando as especificidades culturais e as necessidades locais.

Iniciativas e Formação Técnica

O projeto aborda a complexa realidade enfrentada pelos Maxakali, integrando conhecimentos técnicos e educação profissional. Foram oferecidos cursos e distribuídos materiais para adequar as instalações elétricas nas aldeias. Além disso, a Cemig lançou uma cartilha bilíngue, em português e Maxakali, que orienta sobre o uso seguro da energia. As ilustrações da cartilha foram criadas com a participação dos indígenas, retratando situações de risco e comportamentos seguros.

De acordo com Matheus Herzog, engenheiro de Eficiência Energética da Cemig, a inclusão entre os finalistas do prêmio internacional reflete o sucesso do projeto e a importância da união em prol dos direitos dos povos indígenas. Ele ressalta que a segurança e a preservação da vida são fundamentais para a distribuidora de energia.

Desde 2024, a Cemig e o Senai têm trabalhado juntos para atender uma demanda do Ministério Público Federal e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, oferecendo treinamentos sobre ligações elétricas para os Maxakali. Em setembro de 2024, um projeto-piloto foi realizado na Aldeia Manoel Damásio, onde o Senai apresentou tecnologias adaptadas às necessidades dos indígenas.

Com a mobilidade comum entre os povos seminômades, a estrutura elétrica foi projetada para facilitar a interação com a energia. O Senai desenvolveu quadros de energia específicos, um externo à oca e outro interno, que otimizam a segurança e a funcionalidade das instalações elétricas.

Até o momento, 108 indígenas foram capacitados, e o projeto já se expandiu para atender 28 aldeias, com a entrega de materiais e a formação contínua dos participantes. Matheus Herzog explica que a proposta busca capacitar os indígenas para que possam realizar pequenas extensões elétricas com segurança e, ao mesmo tempo, fornecer os materiais necessários para adequações imediatas nas aldeias.


Com informações da Agência Minas. Foto: Cemig / Divulgação.

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