Servidores de Laranjal sob investigação por licitações fraudulentas

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) abriu uma investigação envolvendo três servidores da Prefeitura de Laranjal, que são suspeitos de recebimentos financeiros relacionados a fraudes em licitações. As investigações têm como foco duas empresas vinculadas a esses servidores, com suspeitas de que elas tenham se envolvido em licitações fraudulentas no município.
As apurações avançaram nesta quarta-feira (9) com a terceira fase da Operação Cavalo de Troia, que culminou na realização de seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Laranjal e Muriaé, ambas localizadas na Zona da Mata Mineira. O site Tribuna, ao procurar a Prefeitura de Laranjal, fez questionamentos sobre a possível notificação em relação à investigação e se medidas administrativas seriam tomadas contra os servidores investigados.
Casos de licitações e ações fraudulentas
Duas empresas de Além Paraíba, situadas a cerca de 120 quilômetros de Juiz de Fora, são alvo das investigações, especialmente pelo fato de terem vencido, repetidamente, licitações no município de Laranjal a partir de 2024. As suspeitas começaram a ser levantadas pela Promotoria de Justiça de Muriaé, que identificou irregularidades, como atestados de capacidade técnica falsificados e mudanças na atividade econômica das empresas pouco antes das licitações.
Uma das empresas investigadas teve sucesso em dois chamamentos públicos para gerenciar a casa de repouso para idosos e o Hospital Municipal de Laranjal. O MPMG também destacou que a segunda empresa estabeleceu um endereço fictício em Laranjal para cumprir a exigência de proximidade geográfica nas licitações, participando de concorrências que envolviam desde material de escritório até equipamentos mais complexos, como drone pulverizador.
Ambas as empresas têm vínculos diretos entre seus representantes legais, o que, segundo o MPMG, sugere uma colaboração no intuito de fraudar os processos licitatórios. Além do possível superfaturamento, investigações revelaram circunstâncias que indicam a emissão de notas fiscais irregulares, levantando a dúvida sobre a entrega efetiva de produtos pagos pela Prefeitura.
A Operação Cavalo de Troia começou em abril e já realizou mandados em várias cidades, incluindo a primeira e segunda fases, que comprometeram a detenção de documentos e provas. A terceira fase desta operação destaca um foco ainda maior nas atividades ilícitas e busca a confirmação de indícios que podem levar à acusação dos supostos responsáveis por fraude a licitações e outros crimes relacionados.
Com informações de Tribuna de Minas.


