Entenda a Unidade do Antigo e Novo Testamento na Igreja

A Igreja Católica se dedica a promover a Palavra de Deus e fundamenta seu ensinamento na Tradição Apostólica, que possibilitou a identificação dos textos a serem considerados como Livros Sagrados, formando o chamado ‘Cânon’ das Escrituras. A Igreja considera sagrados 46 livros do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento.
Em suas reflexões, Santo Agostinho expressou que “o Novo Testamento está oculto no Antigo, enquanto o Antigo é revelado no Novo”, destacando a interligação dos dois Testamentos, que emanam da unidade do plano divino. O Antigo Testamento serve de preparo para o Novo, que, por sua vez, o cumpre. Ambas as partes são consideradas a verdadeira Palavra de Deus.
A importância do Antigo Testamento para a salvação
O Antigo Testamento é reconhecido pelos cristãos como a Palavra de Deus e a Igreja ativamente rejeita a ideia de que ele tornou-se obsoleto com a chegada do Novo Testamento. Esta perspectiva, conhecida como marcionismo, foi rechaçada vigorosamente ao longo da história da Igreja. Os escritos do Antigo Testamento, apesar de conterem elementos temporais, revelam aspectos valiosos da pedagogia divina e do amor de Deus por meio de doutrinas, sabedoria e orações.
Ao ler o Antigo Testamento, os cristãos se valem da luz de Cristo, que reafirmou sua relevância (Mateus 5,17; Lucas 24,27). Por outro lado, o Novo Testamento é a manifestação e a força criadora da salvação universal, centrando-se na figura de Jesus Cristo, suas ações, ensinamentos, e a fundação da Igreja sob o Espírito Santo. Os evangelhos são considerados o núcleo da Escritura Sagrada.
Dentre as vozes que exaltam o Evangelho, destaca-se Santa Teresinha que o colocava como elemento central em suas orações, encontrando nele renovação e sabedoria. Por sua vez, Santa Cesária declarou a magnificência das doutrinas contidas no Evangelho, sublinhando a importância daqueles ensinamentos.
Uma expressão latina define de maneira clara a relação entre as Escrituras: “Toda a Escritura divina é um só livro, e esse livro único é Cristo”, ilustrando que todos os textos sagrados convergem em sua essência para o Filho de Deus. O Concílio Vaticano II enfatiza a vitalidade da Palavra de Deus, que fundamenta a fé e nutre a vida espiritual dos fiéis. A interpretação autêntica dessas Escrituras foi atribuída unicamente ao Magistério da Igreja, que, guiado pelo Espírito Santo, mantém a integridade do ensino divino.
Assim, Santo Agostinho encerra afirmando que a fé no Evangelho é respaldada pela autoridade da Igreja Católica, trazendo à luz a importância da Tradição, da Escritura e do Magistério na salvação das almas.
Com informações de Tribuna de Minas.


