Zona da Mata

Organizadora do Miss Plus Size em Juiz de Fora é investigada

Na manhã desta quarta-feira (12), a Polícia Civil deu início à operação “Canto da Sereia”, investigando uma das organizadoras do Miss Juiz de Fora Plus Size. O evento é reconhecido oficialmente no calendário da cidade. A mulher é acusada de estelionato, atraindo vítimas com promessas fraudulentas de fama e simulações de contatos com emissoras de televisão e agências de modelos, visando obter quantias substanciais em dinheiro.

Uma das vítimas da organizadora relatou ter perdido milhares de reais. Durante a operação policial, foram realizados mandados de busca e apreensão em sua residência, além do bloqueio de suas contas bancárias por determinação judicial. As investigações estão a cargo do delegado Márcio Rocha Vianna.

Promessas fraudulentas e manipulação psicológica

O caso começou a ser investigado após uma vencedora do concurso receber propostos de trabalho supostamente por meio da organizadora. A investigada, que é uma das criadoras do evento, aparentemente se passava por representantes de grandes mídias e agências reconhecidas, como Globo, GNT, Multishow, MTV, SBT e Ford Models. Os contatos com a vítima eram feitos através de e-mails falsos, projetando-se como comunicações legítimas.

Essa falsa promessa de emprego incluía pagamentos antecipados sob o pretexto de cobrir despesas burocráticas. No entanto, esses contratos nunca foram validados, e as oportunidades de trabalho se mostraram ilusórias. A vítima acabou perdendo mais de R$ 150 mil, incluindo dívidas resultantes de empréstimos e cartões de crédito.

A operação “Canto da Sereia” reúne evidências de que a suspeita utilizou táticas de manipulação financeira e psicológica para puxar a vítima para o seu esquema. Relatos de chantagens emocionais foram documentados, abrangendo desde falsas emergências médicas até prazos rigorosos que isolavam a vítima de amigos e familiares, intensificando a pressão para continuar a pagar.

Assim, a investigação progrediu, explorando o impacto financeiro direto de R$ 76.143 reconhecidos até o momento, mas acredita-se que mais danos estão ocultos, potencializando a situação da vítima.

A reportagem tentou contato com a organizadora, mas até o momento não obteve resposta. O espaço está aberto para comentários e posicionamentos de todos os envolvidos no caso.


Com informações de Tribuna de Minas.

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