Zona da Mata

Indústria de moda em Juiz de Fora inova para se manter relevante

Juiz de Fora, um polo industrial histórico, busca a modernização de suas indústrias tradicionais diante do cenário econômico dominado por tecnologia e comércio eletrônico. A cidade, que é reconhecida como o maior produtor de cuecas e o segundo de meias do Brasil, aposta na inovação para atrair novos investimentos e manter sua relevância no mercado.

Dentre as 423 empresas do setor de moda e vestuário, destaca-se o Arranjo Produtivo Local (APL) do Vestuário Farol da Mata, um esforço coletivo que reúne empresas, produtores e instituições na busca por sinergia e crescimento. Com cerca de 1.540 empresas nesta cadeia na cidade, o setor é responsável por aproximadamente 3.500 postos de trabalho. Mariângela Miranda Marcon, presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário, defende que as empresas devem atuar de forma integrada, não isolada, para enfrentar os desafios contemporâneos.

Oportunidades e Desafios

Segundo Mariângela, a transformação do patrimônio industrial em uma vantagem competitiva se faz necessária. “Precisamos de políticas públicas que fortaleçam a indústria local, com ênfase em infraestrutura, crédito, e qualificação profissional”, afirmou ela. A presidente ressalta que as soluções devem ser coletivas, envolvendo o governo, instituições e empresários.

Exemplos de sucesso na indústria local incluem João Amaral, da Malhas D’Estefano, que adaptou suas operações para na fabricação de meias, demonstrando que a reinvenção é fundamental. Com 112 teares e 115 funcionários, sua empresa já exporta para alguns clientes no Brasil e negocia entrar em novos mercados internacionais.

Outro destaque é a marca Chico Rei, criada por Bruno Imbrizi, que começou como um projeto no ambiente acadêmico. Bruno buscava liberdade criativa e viu a oportunidade no design de moda, consolidando uma trajetória que acompanha as inovações do setor.

Ambos os empresários concordam que permanecer no mercado exige incessante inovação e a adoção de novas tecnologias. No entanto, ressaltam que o e-commerce ainda não é o principal canal de vendas, deixando espaço para novas estratégias no comércio digital.

A indústria de vestuário de Juiz de Fora mostra que tradição e inovação podem sim andar juntas, criando oportunidades em um cenário desafiador.


Com informações de Tribuna de Minas.

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