Zona da Mata

Moradores do Esplanada protestam contra cortes de água e auxílios

No bairro Esplanada, localizado na Zona Norte de Juiz de Fora, crescem as queixas de moradores em relação ao corte de fornecimento de água e à falta de auxílio do programa Compra Assistida. Na manhã da última terça-feira (11), funcionários da Prefeitura retiraram hidrômetros de diversas residências, especialmente na Rua Prof. Valquírio Seixas de Faria. Parte da população já enfrentava essa situação há aproximadamente cinco meses, levando a comunidade a protestar na semana anterior, reivindicando inclusão no programa habitacional.

A modalidade Compra Assistida do programa “Minha Casa, Minha Vida” oferece até R$ 200 mil para a compra de novos imóveis a pessoas afetadas pelas chuvas de fevereiro. Moradores afirmam que estão sem apoio desde as chuvas e exigem respostas do poder público sobre seu futuro no bairro. O senhor Geraldo Ferreira da Silva, de 81 anos, relatou que, ao retornar para casa, encontrou o hidrômetro retirado e sem acesso à água. Para realizar suas atividades diárias, ele tem se deslocado até um vizinho para preencher galões de água.

Famílias afetadas e cobrança por assistência

A população do local informa que a Prefeitura teria orientado que as residências acima do número 460 na Rua Prof. Valquírio teriam que ser demolidas. O mesmo cenário é compartilhado por Elizabeth Muniz Soares, de 69 anos, que saiu de casa desde fevereiro, com seu hidrômetro retirado sem aviso prévio, e atualmente reside em aluguel. Michele Luisa de Souza Costa, de 42 anos, também perdeu o hidrômetro e questiona a utilidade do Auxílio Reconstrução de R$ 7.300 recebido por alguns moradores, afirmando que o valor é insuficiente para cobrir despesas de aluguel durante um ano.

A moradora critica ainda a ausência de um muro de contenção prometido pela Prefeitura e a situação da rede de esgoto do bairro, que ficou danificada pelas chuvas. Ana das Graças de Assis, de 76 anos, enfrenta situação similar, tendo seu hidrômetro retirado sem aviso, e também preocupa-se com a falta de uma solução para seu caso, uma vez que está fora das faixas de renda determinadas para o programa de auxílios.

Segundo dados do Governo federal, apenas 37% das 2.248 casas destruídas foram consideradas para atendimento, e muitos moradores, como Ana, se veem sem alternativas para permanecer em suas residências ou obter apoio do poder público. A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, recomendou que as famílias busquem a Caixa Econômica para possíveis financiamentos. A Prefeitura de Juiz de Fora foi contatada, mas não se posicionou até o momento.


Com informações de Tribuna de Minas.

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