Aumento de vítimas em suposto golpe de concurso em Juiz de Fora

O número de mulheres que registraram denúncias relacionadas a promessas de carreira feitas por organizadoras do Miss Juiz de Fora Plus Size cresceu. De acordo com informações da Polícia Civil, mais quatro participantes de concursos de beleza procuraram a delegacia a partir da divulgação de uma primeira vítima, totalizando agora cinco denunciantes.
O delegado Márcio Rocha, responsável pela investigação, relatou que algumas vítimas informaram ter feito pagamentos tanto para a conta da organizadora quanto para a associação responsável pelo evento. Ele afirma que todas compartilham experiências semelhantes de prejuízos, com valores que podem ultrapassar mil reais. “Não foi só na conta da pessoa física, não, foi na conta da associação também. Algumas depositaram lá”, disse o delegado.
Investigações em curso e novas descobertas
A Operação Canto da Sereia, que inicialmente se concentrava na figura de uma das organizadoras, agora se estende à associação, levando à apuração de possíveis fraudes e estelionatos. A Polícia Civil ainda investiga a participação de outros indivíduos no esquema, conforme revelaram os novos registros de ocorrência.
A defesa da organizadora, representada pela advogada Juliane Modesto, contestou as recentes alegações. Modesto declarou que as novas queixas devem ser avaliadas dentro do contexto apropriado e ressaltou que a mera busca na delegacia não confirma a veracidade das acusações. O advogado também enfatizou que o segredo de Justiça do caso foi imposto por decisão judicial, não a pedido da defesa.
A investigação teve início em fevereiro, quando a primeira vítima denunciou irregularidades após vencer o concurso. Embora ela não tenha notado problemas durante o evento, outras mulheres relataram experiências diferentes, indicando que foram solicitadas transferências para a associação, sempre motivadas pela perspectiva de crescimento profissional. As propostas envolviam contatos com grandes emissoras e oportunidades em castings, promessas que, segundo as investigações, não eram verdadeiras.
Até o momento, uma das organizadoras teve sua casa alvo de mandados de busca e apreensão, e suas contas bancárias foram bloqueadas por decisão judicial. O caso prossegue sob a coordenação do delegado Márcio Rocha Vianna enquanto novas evidências são analisadas.
Com informações de Tribuna de Minas.



