Zona da Mata

Torcedores do Cruzeiro recebem penas totais de 92 anos por morte

Três torcedores do Cruzeiro foram condenados por envolvimento em um violento ataque a um ônibus de torcedores do Atlético Mineiro em Belo Horizonte, que resultou na morte de um jovem atleticano de 20 anos. O ataque ocorreu em novembro de 2021, e o julgamento aconteceu na última quarta-feira (29).

Os réus, que na ocasião faziam parte de uma torcida organizada cruzeirense, receberam penas somadas que totalizam 92 anos. As sentenças foram: 48 anos e seis meses, 24 anos e 20 anos de prisão, todas relacionadas ao homicídio qualificado do jovem. O torcedor que teve a maior pena, atualmente com 25 anos, também foi condenado pela tentativa de homicídio contra cinco outros passageiros do ônibus.

Motivo Torpe e Ação Criminosa

Durante o julgamento, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) conseguiu comprovar diversas qualificadoras, como motivo torpe e o uso de métodos que dificultavam a defesa das vítimas. O ataque foi orquestrado após uma partida em que o Atlético Mineiro venceu o Fluminense, e os réus sabiam que vários torcedores rivais voltariam de ônibus para a região do Barreiro.

Testemunhas revelaram que, após interceptar o coletivo, os agressores atacaram com pedras, paus e até explosivos. Além disso, tentativas de negociação para liberar crianças e idosos foram ignoradas pelo grupo, que continuou a ameaçar e agredir os passageiros. O jovem que faleceu não estava vestido com as cores do seu time e foi ferido durante a emboscada, vindo a falecer após receber atendimento médico.

Após o ataque, os autores fugiram, mas a Polícia Militar conseguiu prender os três réus rapidamente. No veículo que usaram para interceptar o ônibus, foram encontrados diversos objetos utilizados no ataque, incluindo armas improvisadas e fogos de artifício. O promotor Luciano Sotero comentou sobre a gravidade da situação, destacando o jovem que foi vítima de uma violência sem justificativa.

Os condenados, que já tinham enfrentado um julgamento anterior que foi anulado devido a irregularidades processuais, agora estão sob custódia do sistema prisional. Um quarto acusado do crime ainda aguarda seu julgamento futuro.


Com informações de Tribuna de Minas.

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