Juiz de Fora luta contra baixa vacinação do sarampo

A cobertura vacinal contra o sarampo em Juiz de Fora não está atingindo as metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde, gerando preocupações em meio ao aumento de casos da doença no Brasil. Dados da Prefeitura de Juiz de Fora mostram que, até 7 de agosto, apenas 84,42% da população havia recebido a primeira dose da tríplice viral e apenas 62,09% havia completado o esquema com a segunda dose. O percentual ideal para garantir a proteção da comunidade é de 95%.
Com a vacinação em baixa, a cidade aplicou 8.365 doses do imunizante correspondente ao sarampo até esta data. Juiz de Fora não registrou casos suspeitos ou confirmados da doença em 2026, mas a situação nacional, com surtos em locais como São Paulo, levanta um alerta sobre os riscos de a doença ser reintroduzida por viajantes infectados.
Medidas de prevenção e ações de vacinação
A Secretaria de Saúde do município enfatiza a importância da vacinação regular e está aumentando o acesso através de Unidades Básicas de Saúde (UBSs), do Vacimóvel e de campanhas educativas. O foco é garantir que o público-alvo, que inclui indivíduos de 12 meses a 59 anos, esteja com suas imunizações em dia. O Dia D de Multivacinação está programado para este sábado (22), com ênfase na atualização vacinal para pessoas de 20 a 59 anos e para crianças e adolescentes com o esquema incompleto.
Reforçando que a proteção contra o sarampo é essencial, a PJF estará promovendo a vacinação das 8h às 12h nas UBSs e outros pontos de imunização. Apesar do cenário ainda tranquilo em Juiz de Fora, o eventual aumento na movimentação de pessoas entre as cidades suscita a necessidade de cautela diante da doença.
A situação da vacina em Minas Gerais também é precária, onde ainda não se registraram casos de transmissão local ou de surto em 2026. Entretanto, a cobertura vacinal nesta região ainda está abaixo do ideal, alcançando 93,76% para a primeira dose e 79,39% para a segunda, até junho deste ano.
O infectologista Marcos Moura alerta que a crescente desconfiança nas vacinas pode levar a um ambiente favorável ao retorno de doenças erradicadas, como o sarampo, que é facilmente transmissível e ainda pode representar um risco significativo para a saúde pública. É vital, portanto, que os esforços em vacinas continuem, assegurando que a população esteja protegida.
Com informações de Tribuna de Minas.
