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Quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Morre Zuenir Ventura, ícone do jornalismo e da literatura brasileira

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

O renomado jornalista e escritor Zuenir Ventura faleceu nesta terça-feira (22), aos 95 anos, em sua residência no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela família e pela Academia Brasileira de Letras (ABL), da qual era membro desde 2015. De acordo com a ABL, a causa do falecimento foi pneumonia.

Nascido em Além Paraíba, Minas Gerais, no dia 1º de junho de 1931, Zuenir dedicou mais de sessenta anos ao jornalismo e à literatura. Ao longo de sua carreira, ele documentou diversos momentos da história do Brasil, transformando eventos políticos e sociais em reportagens, livros e crônicas.

Contribuições marcantes e legado duradouro

Uma de suas obras mais célebres é “1968 – O ano que não terminou”, lançada em 1988, que revisita os eventos significativos daquele ano e se tornou uma referência na produção jornalística e literária sobre a história recente do país. O livro também inspirou a minissérie “Anos Rebeldes”, exibida pela TV Globo.

Além de suas publicações, Zuenir é lembrado por sua cobertura de temas sociais e investigações sobre episódios que impactaram a sociedade brasileira. Em 1989, uma série de reportagens sobre Chico Mendes, veiculada no Jornal do Brasil, lhe rendeu o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Vladimir Herzog. Outro destaque foi “Cidade partida”, lançado em 1994, que abordou a violência no Rio de Janeiro e conquistou o Prêmio Jabuti de Reportagem.

O jornalista trabalhou em diversos veículos de comunicação, incluindo Correio da Manhã, O Cruzeiro, Visão, Veja, IstoÉ e Jornal do Brasil. Mais tarde, tornou-se colunista de O Globo, mantendo uma produção constante ao longo de décadas. Em 2008, foi homenageado pela ONU por sua defesa dos direitos humanos no Brasil e, em 2010, foi eleito “Jornalista do Ano” pela Associação dos Correspondentes Estrangeiros.

Na ABL, Zuenir ocupou a cadeira 32, anteriormente pertencente ao escritor Ariano Suassuna, sendo empossado em 6 de março de 2015. Sua entrada na academia representou uma nova fase em sua trajetória, que sempre uniu jornalismo, literatura e memória. Com sua morte, Zuenir Ventura deixa um legado significativo, com obras que continuam a registrar a história do Brasil e do jornalismo nacional.


Com informações de Folha JF.

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