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Sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Quando o comportamento infantil exige medicação?

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Saúde
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

Comportamentos como agitação, dificuldades para dormir e mudanças de humor em crianças podem gerar a ideia de que a solução está em medicamentos. No entanto, é fundamental investigar as causas desses comportamentos antes de optar por uma medicação. Segundo Claudio Schvartsman, pediatra do Einstein Hospital Israelita, fatores como privação de sono, conflitos familiares e até problemas de saúde, como doenças da tireoide, podem ser responsáveis por essas mudanças.

A avaliação cuidadosa é essencial, pois o uso indiscriminado de psicotrópicos pode trazer riscos, especialmente considerando que o cérebro infantil está em constante desenvolvimento. Thiago Pedrosa, psiquiatra especializado em infância e adolescência, enfatiza que uma queixa isolada não é suficiente para justificar a prescrição de medicamentos. É preciso analisar a duração e a intensidade do comportamento, além de seu impacto na vida da criança e da família.

Entendendo o desenvolvimento cerebral

A infância e a adolescência são períodos críticos de maturação cerebral, com mudanças estruturais e funcionais significativas. O córtex pré-frontal, crucial para funções como planejamento e controle de impulsos, continua a se desenvolver durante a adolescência. Os medicamentos psicotrópicos atuam em neurotransmissores como dopamina e serotonina, mas é difícil determinar se suas alterações são prejudiciais e permanentes.

Estudos indicam que o uso de psicotrópicos pode estar associado a mudanças estruturais no cérebro, mas ainda não há consenso sobre os efeitos a longo prazo. Uma revisão recente ressalta a necessidade de mais pesquisas para entender melhor esses impactos. Cada classe de medicamento tem suas características e efeitos distintos, e é importante não generalizar suas consequências.

O uso de benzodiazepínicos na psiquiatria infantil é limitado e, embora possam ser utilizados em casos específicos, os riscos de efeitos colaterais e dependência exigem cautela. Além disso, a polifarmácia, ou uso simultâneo de diferentes psicotrópicos, é uma preocupação crescente, já que a maioria das crianças em tratamento pode estar usando mais de um medicamento.

Assim, a análise cuidadosa e a contextualização do comportamento infantil são essenciais para garantir que intervenções adequadas sejam realizadas, evitando o uso excessivo de medicamentos sem necessidade.


Com informações de Tribuna de Minas.

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