Produtividade de algodão em Minas atinge 871 mil toneladas
A produtividade do algodão em Minas Gerais teve um aumento significativo, alcançando 871 mil toneladas em pluma, um crescimento de quase 94% desde o início do Programa Mineiro de Incentivo à Cultura do Algodão (Proalminas). Essa evolução se reflete na média de 330 arrobas de algodão por hectare atualmente, comparado às 170 arrobas por hectare registradas na safra de 2002/2003.
O programa, que começou em 2003, foi essencial para revitalizar a cotonicultura no estado, superando a crise causada pelo bicudo do algodoeiro na década de 1990, uma praga que devastou as lavouras. Para fortalecer a cadeia produtiva, o Governo de Minas certificou 34 indústrias têxteis que participam da iniciativa, em evento realizado em Belo Horizonte nesta quinta-feira (5/11).
Iniciativas que transformam o setor
Executado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG), o Proalminas oferece benefícios fiscais às indústrias que adquirem algodão mineiro, reduzindo a carga tributária do ICMS sobre o produto. Essa medida não apenas movimenta a economia local, mas também garante aos produtores um mercado estável e a possibilidade de receber um preço adicional pelo algodão produzido.
Além disso, o programa promove a capacitação dos produtores e o acesso a inovações tecnológicas. No ciclo 2025/2026, as indústrias consumiram cerca de 24 mil toneladas de algodão por meio de um Acordo de Cooperação, ampliando o mercado local e gerando renda no setor.
O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, enfatizou que o progresso da cadeia produtiva do algodão em Minas seria inimaginável sem a colaboração do Estado, da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) e dos parceiros do Proalminas. Ele destacou que os esforços conjuntos foram fundamentais para criar e manter projetos que oferecem suporte técnico, tecnológico e administrativo aos produtores.
A qualidade do algodão mineiro também foi aprimorada, conforme evidenciado por testes do laboratório da MinasCotton, reconhecido internacionalmente. “Esses avanços em produtividade e qualidade têm um impacto positivo em toda a cadeia produtiva do algodão, resultando em benefícios econômicos e aumento de renda para os produtores”, concluiu o secretário Fernandes.
Com informações da Agência Minas. Foto: Seapa-MG / Divulgação .