Economia

Brasil registra 58,5 mil empregos formais em julho de 2023

De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o Brasil criou 58.568 novos postos de trabalho com carteira assinada em julho de 2023. Este número representa uma diminuição de 57,3% em comparação a junho, quando foram gerados 137.044 empregos. Além disso, houve uma queda de 56,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, evidenciando os impactos da alta dos juros e a desaceleração econômica.

Em julho de 2025, o número de novas vagas foi substancialmente maior, com a criação de 133.932 postos, revelando que os dados atuais representam a pior performance para esse mês desde 2020, já que a nova metodologia do Caged impossibilita comparações diretas com anos anteriores. No acumulado de janeiro a julho, o Caged registrou uma importante queda de 20,9% nas contratações, totalizando 972.203 vagas abertas neste ano contra 1.229.107 em 2025.

Setores que impulsionaram a criação de empregos

Analisando a criação de empregos por setores, quatro dos cinco segmentos registrados apresentaram crescimento em julho. O setor de serviços destacou-se com a abertura de 24.098 postos, seguido pela construção civil com 12.691, agropecuária com 12.523 e indústria com 11.315. No entanto, o comércio foi o responsável pela destruição de 8.114 vagas, uma tendência esperada para o mês considerado sazonalmente fraco.

Dentre as categorias dentro do setor de serviços, o transporte, armazenagem e correio foram responsáveis por 18.150 novas propostas. Por outro lado, o setor de educação fechou 7.352 postos. Na construção civil, o segmento de obras de infraestrutura gerou 7.087 empregos, enquanto na indústria, a fabricação de produtos alimentícios foi a maior responsável pela criação de vagas, com 6.994.

Nos dados regionais, quatro das cinco regiões do Brasil mostraram crescimento no saldo de vagas formais: Sudeste (+21.668), Nordeste (+18.973), Centro-Oeste (+9.943) e Norte (+8.375). O Sul, por sua vez, apresentou uma leve perda de 628 postos. Dentre os estados, São Paulo foi o maior criador de empregos com 17.814 vagas, enquanto o Espírito Santo enfrentou demissões significativas devido ao fim da safra de café.

Com o aumento do número de vagas, o total de trabalhadores com carteira assinada chegou a 48.082.866, representando uma ligeira alta de 0,12% em relação a junho e um crescimento de 1,02% em relação ao ano anterior.


Com informações de Agência Brasil.

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