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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Consumo nos lares cresce 2,70% até setembro, aponta Abras

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Economia
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) divulgou que o consumo nos lares brasileiros acumulou um aumento de 2,70% entre janeiro e setembro de 2026. Esse percentual se mantém praticamente estável em comparação aos 2,71% registrados até agosto. No mês de setembro, foi observada uma alta de 0,59% em relação ao mesmo mês do ano anterior, 2025.

No entanto, na comparação mensal, houve uma queda de 1,46% em setembro, após dois meses consecutivos de crescimento, com aumentos de 3,01% em julho e 2,21% em agosto. Os dados também mostram que o consumo apresentou diminuições em setembro de 2024 e 2025, com quedas de 1,30% e 0,94%, respectivamente.

Perspectivas do consumo e fatores econômicos

Os dados foram ajustados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE e incluem todos os tipos de supermercados, desde os pequenos até os de grande porte. Marcio Milan, vice-presidente da Abras, comentou que, apesar das dificuldades financeiras enfrentadas pelas famílias, o consumo se mantém em uma trajetória positiva ao longo do ano. “O resultado acumulado até setembro demonstra essa continuidade”, afirmou.

Milan também destacou a situação favorável do mercado de trabalho, com a taxa de desemprego em 5,3% no trimestre encerrado em agosto e um número recorde de 103,5 milhões de pessoas empregadas. O rendimento médio real habitual alcançou R$ 3.777, representando um crescimento de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, a massa de rendimento real chegou a R$ 385,6 bilhões, um aumento de 4,8% na comparação anual.

O vice-presidente mencionou o impacto positivo do Bolsa Família, que distribuiu R$ 13,04 bilhões para cerca de 19,3 milhões de famílias em setembro. Ele também citou a liberação de R$ 3,22 bilhões aos Tribunais Regionais Federais para o pagamento de Requisições de Pequeno Valor (RPVs), beneficiando mais de 278 mil pessoas.

Por fim, Milan expressou preocupação com possíveis novas taxas de impostos que podem ser anunciadas pelo governo, ressaltando a importância da isenção de impostos sobre produtos da cesta básica, que inclui uma variedade maior de itens, como proteínas. Ele também mencionou a necessidade de manter a proibição das bets, que contribuíram para o aumento do consumo, e alertou sobre os riscos de desorganização na cadeia de abastecimento devido a mudanças na legislação trabalhista.


Com informações de Agência Brasil.

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