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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Dívida Pública Federal cresce 0,97% e se aproxima de R$ 9,4 trilhões

Por Redação Segue Dicas 3 min de leitura
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Economia
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

A Dívida Pública Federal (DPF) registrou um aumento de 0,97% em setembro, conforme dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (29). O montante subiu de R$ 9,293 trilhões em agosto para R$ 9,383 trilhões no mês seguinte. Este crescimento ocorre após a DPF ter ultrapassado a marca de R$ 9 trilhões em maio deste ano.

Embora tenha havido um aumento, o total da dívida pública ainda se encontra abaixo das expectativas. O Plano Anual de Financiamento (PAF) prevê que a DPF deve encerrar o ano de 2026 variando entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. A Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi) também teve crescimento, subindo 1,04%, de R$ 8,944 trilhões para R$ 9,037 trilhões.

Fatores que influenciam a dívida pública

No último mês, o Tesouro Nacional emitiu R$ 3,78 bilhões em títulos a mais do que os resgates, um volume considerado baixo em comparação a padrões históricos. A apropriação de R$ 89,29 bilhões em juros foi um fator que impediu uma redução mais significativa na dívida. Essa prática envolve a incorporação dos juros acumulados sobre os títulos ao estoque total da dívida pública.

Com a Selic em 13,75% ao ano, a pressão sobre o endividamento do governo é evidente. Em setembro, o Tesouro emitiu R$ 189,44 bilhões em títulos da DPMFi, enquanto os resgates totalizaram R$ 185,66 bilhões, em grande parte devido aos vencimentos de títulos que usam a Selic como referência.

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) teve uma leve queda de 0,82%, passando de R$ 348,26 bilhões para R$ 345,41 bilhões, influenciada pela estabilidade do dólar e pelo pagamento de cerca de R$ 3 bilhões. Após uma queda no mês anterior, o colchão da dívida pública, que serve como uma reserva para momentos de crise, aumentou de R$ 1,208 trilhão para R$ 1,273 trilhão, cobrindo atualmente 7,71 meses de vencimentos da dívida.

Os próximos 12 meses apresentam um vencimento previsto de R$ 1,87 trilhões em títulos federais. A composição da DPF variou de agosto para setembro, com uma ligeira diminuição na proporção de títulos vinculados à Selic e um aumento na fatia de títulos prefixados. O prazo médio da DPF permanece em 4,1 anos, o que indica a confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar suas obrigações financeiras.

Em setembro, a participação de investidores estrangeiros na dívida interna diminuiu para 9,58%, em comparação a 9,91% em agosto, refletindo a crescente tensão no mercado financeiro devido a fatores externos, como a guerra no Oriente Médio. A dívida pública é um instrumento pelo qual o governo capta recursos para cumprir suas obrigações, prometendo devolvê-los com a devida correção.


Com informações de Agência Brasil.

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