Governo Central registra superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro
As contas do Governo Central, que incluem o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central, apresentaram um superávit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro de 2026. Esse resultado é uma melhoria significativa em relação ao déficit de R$ 14,4 bilhões observado no mesmo mês do ano anterior, conforme divulgado nesta quinta-feira (29) pela Secretaria do Tesouro Nacional.
O aumento na receita líquida foi de 13,6%, o que representa um acréscimo de R$ 24,6 bilhões, superando a inflação ao longo do ano. Em contrapartida, as despesas tiveram um crescimento de 2,4%, totalizando um aumento de R$ 4,7 bilhões. Esse desempenho positivo foi impulsionado, em grande parte, pelo aumento das receitas provenientes do petróleo, do Imposto de Renda e pela devolução de recursos a partir de precatórios cancelados pelo Judiciário.
Impulsos nas receitas e despesas
As receitas geradas pela exploração de recursos naturais tiveram um crescimento expressivo de R$ 5,7 bilhões em termos reais, representando uma alta de 71,9%. Esse avanço é atribuído à valorização internacional do petróleo, além do aumento na produção e comercialização de petróleo e gás pela Pré-Sal Petróleo (PPSA). A categoria de receitas não administradas também apresentou um incremento de R$ 12,8 bilhões, principalmente devido à devolução de recursos de precatórios.
A arrecadação do Imposto de Renda subiu R$ 7,3 bilhões acima da inflação, destacando-se a contribuição do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica. Além disso, o imposto sobre exportação de óleo bruto gerou R$ 2,9 bilhões em receitas no mês.
Do lado das despesas, os créditos extraordinários aumentaram R$ 9,9 bilhões, com a maior parte dos recursos destinados a mitigar os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio. Desses, R$ 7,6 bilhões foram aplicados em subvenções para a produção e importação de diesel e derivados de petróleo. A guerra impactou tanto as receitas quanto as despesas, com a alta do petróleo beneficiando a arrecadação.
Embora o resultado de setembro seja positivo, as contas do Governo Central ainda apresentam um déficit acumulado de R$ 90,2 bilhões de janeiro a setembro de 2026, melhorando em relação ao déficit de R$ 100,3 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior.
Com informações de Agência Brasil.