Dólar atinge menor valor desde junho com alta do petróleo

Na quarta-feira, 22, o dólar fechou em R$ 5,053, o menor nível desde 2 de junho, apresentando uma queda de 0,42%. Esse movimento foi impulsionado pela valorização do petróleo e pelo influxo de capital estrangeiro, além do interesse do mercado por juros altos no Brasil. O cenário beneficiou também a Bolsa brasileira, que cresceu mais de 2%, superando os 177 mil pontos em um dia marcado pela alta de mais de 3% nas cotações do petróleo.
Motivos para a valorização do dólar e o desempenho da Bolsa
As ações do Ibovespa subiram 2,44%, alcançando 177.547,57 pontos. Esse aumento interrompeu uma sequência de cinco dias de perdas, com destaque para o comércio de ações de mineradoras, petroleiras e instituições bancárias, especialmente a Petrobras, que teve suas ações ordinárias e preferenciais valorizadas em 2,39% e 2,21%, respectivamente. O retorno dos investimentos estrangeiros foi um fator determinante, atraídos pela comparativa de preços favoráveis em relação às bolsas dos Estados Unidos.
A alta contínua do petróleo, que já está perto de US$ 95 o barril, melhora as expectativas para a balança comercial brasileira, já que o Brasil é um exportador líquido desse recurso. Apesar da nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o impacto no câmbio foi contido, uma vez que os aspectos já estavam previstos pelo mercado. O fluxo cambial teve uma melhora, acumulando US$ 17,946 bilhões até julho.
Os contratos futuros de petróleo mantiveram sua ascensão, fechando a quarta sessão consecutiva em alta. O barril Brent teve um aumento de 3,36% e encerrou a R$ 94,07, enquanto o WTI subiu 2,95%, chegando a US$ 86,83. O aumento do preço do petróleo foi alimentado pelas tensões geopolíticas, principalmente entre os Estados Unidos e o Irã, que geram receios sobre a estabilidade das rotas marítimas de transporte da commodity.
Os mercados permanecem em alerta, especialmente com as ameaças à segurança das rotas de Ormuz e Bab-el-Mandeb, que são cruciais para o comércio internacional. Os dados recentes, que mostraram um incremento na quantidade de petróleo estocado nos EUA, não foram suficientes para apaziguar os temores envolvendo a oferta e o aumento de preços da commodity.
Com informações de Agência Brasil.

