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Sábado, 24 de outubro de 2026

Hospitais de Juiz de Fora podem parar por falta de repasses

Por Redação Segue Dicas 3 min de leitura
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Saúde
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

Hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Juiz de Fora estão considerando uma nova paralisação parcial dos atendimentos na próxima semana. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (23) pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Juiz de Fora (Sindsaúde-JF). O alerta surge em um momento de alta demanda no Hospital de Pronto Socorro Dr. Mozart Geraldo Teixeira (HPS), que atualmente opera com 95% de ocupação em seus leitos de enfermaria.

A possível interrupção dos serviços pode agravar ainda mais a situação da rede municipal de saúde, que já enfrenta uma demanda elevada. Entre os dias 19 e 22 de outubro, o HPS registrou um aumento significativo na procura por atendimentos, conforme informações fornecidas pela Prefeitura.

Motivos da paralisação e situação financeira

De acordo com o Sindsaúde-JF, a intenção de interromper parcialmente os atendimentos está ligada ao descumprimento de um acordo firmado entre a Prefeitura e os prestadores de serviços, mediado pelo Ministério Público em 16 de outubro. O acordo previa a regularização dos repasses financeiros às unidades de saúde. O sindicato afirma que os recursos, provenientes de esferas federal e estadual, já foram depositados no Fundo Municipal de Saúde, mas estariam sendo retidos pela administração municipal sem explicações.

A possível paralisação é uma estratégia do sindicato para pressionar a Prefeitura a regularizar os pagamentos e garantir a saúde financeira dos hospitais. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre quais unidades poderiam parar, quais serviços seriam afetados ou a data de início da paralisação. O sindicato promete comunicar novas orientações assim que houver uma definição.

A Tribuna de Minas tentou contato com a Prefeitura de Juiz de Fora para obter esclarecimentos sobre as alegações de retenção de repasses e a possibilidade de paralisação, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria. O vereador Marcelo Condé (Avante), presidente da Comissão de Saúde Pública e Bem-Estar Social da Câmara Municipal, também cobrou mais transparência sobre a situação financeira dos hospitais, ressaltando a necessidade de informações concretas para esclarecer as divergências entre a Prefeitura e as instituições.

Enquanto isso, o HPS já enfrenta um aumento na demanda por atendimentos. Entre os dias 19 e 22 de outubro, a unidade notou um aumento de aproximadamente 36,5% nos atendimentos diurnos, em comparação com a média proporcional. Em momentos de pico, esse crescimento chegou a 53,6%. Além disso, houve uma maior proporção de pacientes em estado grave que requerem internação prolongada. A Prefeitura não esclareceu as razões do aumento na demanda ou se houve um aumento em condições clínicas específicas.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi contatado para verificar se houve um aumento nos chamados de urgência e emergência, mas informou que a variação no número de atendimentos foi mínima.


Com informações de Tribuna de Minas.

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