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Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Banco Central garante estabilidade financeira do país em 2026

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Economia
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

O Banco Central (BC) divulgou nesta terça-feira (27) que não identifica riscos significativos para a estabilidade financeira nacional, mesmo com a deterioração dos indicadores de crédito das famílias. O relatório de Estabilidade Financeira, referente ao primeiro semestre de 2026, revela que o sistema financeiro mantém níveis adequados de capitalização e liquidez, além de uma robusta capacidade de enfrentar cenários difíceis.

Os dados apresentados mostram que os ativos problemáticos das famílias, que incluem dívidas em atraso ou que apresentam sinais de inadimplência, atingiram o maior patamar desde 2012 em várias modalidades de crédito. O aumento da inadimplência é apontado como o principal responsável por essa elevação, conforme o BC.

Capacidade de resistência e confiança no sistema

Além disso, o comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas alcançou o nível mais alto em 21 anos. O Banco Central projeta que a pressão sobre a capacidade de pagamento dos consumidores deve persistir no segundo semestre de 2026.

Apesar desse quadro desafiador, a autoridade monetária considera que o Sistema Financeiro Nacional continua a ser resiliente. As provisões feitas pelas instituições financeiras estão alinhadas com as perdas esperadas, e os testes de estresse de capital e liquidez demonstram que os bancos estão prontos para lidar com adversidades econômicas.

O relatório também aponta uma desaceleração no crédito tanto para famílias quanto para empresas, refletindo os juros altos e uma atividade econômica mais moderada. O BC observa que as instituições financeiras têm se mostrado mais cautelosas na concessão de empréstimos.

Uma pesquisa realizada pela autoridade monetária revelou que 73% das instituições financeiras estão bastante confiantes na resiliência do sistema. As principais preocupações incluem o risco fiscal e a possibilidade de um aumento na inadimplência em um cenário de juros elevados por um período prolongado.

O Banco Central também indicou que está considerando medidas voltadas para os segmentos mais vulneráveis, com o objetivo de mitigar o superendividamento e promover a sustentabilidade do crédito no Brasil.


Com informações de Agência Brasil.

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