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Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Endividamento no Brasil atinge 20,3 milhões, alta de 75% em 5 anos

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Economia
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

O endividamento de risco entre os brasileiros cresceu significativamente nos últimos anos, alcançando 20,3 milhões de pessoas em junho de 2026. Esse número representa um aumento de 75% em relação ao total registrado cinco anos antes, conforme divulgado pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (27) em seu Relatório de Estabilidade Financeira.

Atualmente, 17% dos devedores do Sistema Financeiro Nacional estão nesta situação preocupante. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, destacou que a instituição está planejando novas ações para mitigar as ofertas agressivas de crédito, com anúncios previstos ainda para este ano.

Medidas em Foco

Entre as iniciativas que estão sendo consideradas, Galípolo mencionou a prioridade para consumidores que utilizam crédito rotativo ou que estão com pagamentos em atraso. Ele expressou preocupação com aqueles que já lidam com altas taxas de juros e dificuldades financeiras. Além disso, o BC observou um aumento nas modalidades de crédito sem garantia, como cartões de crédito e empréstimos pessoais, mesmo em um cenário de juros elevados.

Para classificar um consumidor como endividado de risco, o BC utiliza critérios específicos. É necessário que a pessoa atenda a pelo menos dois dos seguintes requisitos: atraso superior a 90 dias no pagamento de dívidas, comprometimento de mais de 50% da renda mensal com dívidas, uso simultâneo de crédito rotativo e cheque especial, ou renda restante abaixo da linha de pobreza.

Embora a classificação indique uma vulnerabilidade financeira, não significa que todos os 20,3 milhões estejam inadimplentes. O relatório também revelou que o comprometimento da renda com dívidas aumentou em todas as faixas salariais. Para aqueles que recebem até dois salários mínimos, essa percentagem atingiu 42% da renda em junho de 2026.

Em resposta a essa crescente preocupação, o BC anunciou na última sexta-feira (23) novas regras para restringir ofertas inadequadas de crédito. As instituições financeiras agora devem garantir transparência nas contratações e permitir que consumidores vulneráveis bloqueiem publicidade de crédito. Essas regras entrarão em vigor em março de 2027, visando proteger as famílias brasileiras do endividamento excessivo.


Com informações de Agência Brasil.

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